terça-feira, 8 de março de 2011

Lembranças Perdidas

Num tempo nublado ví,
Lembranças perdidas e despedidas passadas.
Pra quê existe o cemitério?
Deveríamos ser enterrados perto das pessoas que amamos e pronto!

Vendo lembranças nos faz sofrer bastante.
Vi mais um fim de enterro,
Pessoas gritando, tremendo, sofrendo...

Várias sepulturas naquela imsensidão de barro,
Meu amigo colocando a cruz e prendendo......
Aí chega o coveiro querendo dinheiro...

Falo de outro desencanto, João Cabral de Melo Neto.
E vejo a casa(túmulo) de alguém,
Que morreu muito jovem.
Nasceu em 77 e morreu em 97.

Voltei ao túmulo de meu pai,
Também se foi muito jovem.
Naceu em 54 e morreu em 98.
Apenas olhei, não quis nada mais...

Ouvi os barulhos dos pássaros,
Não eram barulhos e sim canções...

Manaus, 09 de Outubro de 1999.

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