Num tempo nublado ví,
Lembranças perdidas e despedidas passadas.
Pra quê existe o cemitério?
Deveríamos ser enterrados perto das pessoas que amamos e pronto!
Vendo lembranças nos faz sofrer bastante.
Vi mais um fim de enterro,
Pessoas gritando, tremendo, sofrendo...
Várias sepulturas naquela imsensidão de barro,
Meu amigo colocando a cruz e prendendo......
Aí chega o coveiro querendo dinheiro...
Falo de outro desencanto, João Cabral de Melo Neto.
E vejo a casa(túmulo) de alguém,
Que morreu muito jovem.
Nasceu em 77 e morreu em 97.
Voltei ao túmulo de meu pai,
Também se foi muito jovem.
Naceu em 54 e morreu em 98.
Apenas olhei, não quis nada mais...
Ouvi os barulhos dos pássaros,
Não eram barulhos e sim canções...
Manaus, 09 de Outubro de 1999.
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