Um dia me surgiu o medo, o medo que nunca desapareceu
Um dia me apareceu a dor, a dor que nunca morreu
Um dia me apareceu a morte, a morte está lá
Um dia me apareceu a vida, a vida que já morreu
Se o dia me deixasse viver, eu estaria em outro lugar
Se esse dia me deixasse correr, não seria para você
Se esse surgisse, não seria “o dia”
Nos perdermos em lençóis, fétidos e húmidos,
Nos perdemos nos faróis que nunca visualizamos,
Nos perdemos nas emoções, que não pudemos controlar,
Nos perdemos nos caixões que não pudemos enterrar..
Tudo se foi, tudo se vai,
Tudo é dor e nunca será paz…
Brno, 12 de abril de 2020