Derepente tudo fazia sentido, tudo se encaixava,
As noites eram mágicas e a lua brilhava.
Como todo o dia tem fim, a escuridão logo chega.
Finjo persistir, mas a marca escura não deixa.
Passiei por um velho bosque,
Me perdi entre folhas secas, mortas depois de um duro outono,
Me joguei no chão e tudo veio as avessas,
Fechei meus olhos e visitei alguém.
Fui e voltei e não encontrei motivos,
Não havia nada a descobrir.
Voltei ao meu devaneio estupendo,
Abri os olhos e resolvi seguir,
Vi cores fortes perdidas entres as folhagens,
Chorei de dor, pois machucaram meus olhos,
Segui em em busca do fim do velho bosque,
Meus olhos vervelhos e envoltos de lágrimas,
Caminhei mais, muito mais, até descobrir que não tem fim.
Campinas, 20 de Abril de 2012.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Confusão
Eu já amei amores perdidos, já amei amores divididos,
Já amei amores invertidos e também os proibidos.
Não amei o que devia amar, não amei ao que podia dar,
Não amei a quem eu fiz chorar e não amei ao que estava lá.
Me perdôo por meus erros, como me desculpo pelos acertos,
Me condeno pelas desculpas, assim como me condeno pelas culpas,
Faço parte de algo inexplicável, que se curva diantes de certas maravilhas,
Faço parte de um mundo inexistente que se aproxima cada vez mais da melancolia.
A tentativa de fazer a história ser diferente, para não correr nas mesmas linhas corretas, fungindo assim da mesmice, para não me olhar cometendo certas burrices.
Em tudo isso ainda é difícil enxergar o peso da ilusão, e ao mesmo tempo se afastando ainda mais do entendimento dessa confusão.
Certas coisas são para um dia e certas coisas são pra sempre,
Entenderei um dia este "mundo" que se entrelaça feito corrente?
Campinas, 04 de Abril de 2012
Já amei amores invertidos e também os proibidos.
Não amei o que devia amar, não amei ao que podia dar,
Não amei a quem eu fiz chorar e não amei ao que estava lá.
Me perdôo por meus erros, como me desculpo pelos acertos,
Me condeno pelas desculpas, assim como me condeno pelas culpas,
Faço parte de algo inexplicável, que se curva diantes de certas maravilhas,
Faço parte de um mundo inexistente que se aproxima cada vez mais da melancolia.
A tentativa de fazer a história ser diferente, para não correr nas mesmas linhas corretas, fungindo assim da mesmice, para não me olhar cometendo certas burrices.
Em tudo isso ainda é difícil enxergar o peso da ilusão, e ao mesmo tempo se afastando ainda mais do entendimento dessa confusão.
Certas coisas são para um dia e certas coisas são pra sempre,
Entenderei um dia este "mundo" que se entrelaça feito corrente?
Campinas, 04 de Abril de 2012
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