A ruas estão vazias, escuras e sombrias,
Não existe vida agora, apenas vestígios de humanos.
Um cobra cinza apareceu, ao mesmo tempo foi laçada e atirada ao longe,
Enchente sem chuva começou e a nossa alma alagou.
Meu pulmão escuro está manchado,
Vestígos do teu ar e do meu cigarro.
Você agora está vomitando e os meus olhos estão sangrando,
Minhas pálpebras divididas e a menina do olhos partida.
Não consegue mais regular a quantidade da luz,
E derrete-se em ardor, regada com sangue e pus.
Estou sentindo o cheiro de uma rosa perdida no deserto,
Não, não era rosa, é apenas um cacto solitário.
As dunas estão sumindo, as terras do deserto desaparendo,
E choveu neste instante, água em abundância.
O cheiro do cacto se foi, descobri que ele morreu,
Acostumado a viver sozinho e sem água, derepente padeceu.
Padeceu com a abundância, queria que chovesse mas sem exagero,
Morreu afogado, gritando por ajuda e em desespero.
As ruas derepente estavam cheias, claras e com alegria,
Existe vida agora, com tranquilidade e calmaria.
Nãooo.. O sonho acabou quando melhorou,
Abri os olhos, limpei-os e percebi que as ruas continuam vazias.
Campinas, 01 de fevereiro de 2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário