Já marquei no calendário..
Aconteceu no dia nove..
Não anotei o horário..
Mas quando vi passava o pobre.
O pobre que eu imaginava era eu..
Pobre de cabeça e pobre de espiríto..
Pobre com a cabeça transtoranda, pobre de morfeu..
Mas enfim não era eu, era apenas um mito...
Tentei dizer Ainda é cedo..
Mas fui coberta pelo medo..
Tentei dizer que mudaria..
Mas sei que isso jamais aconteceria..
O pobre bateu a minha porta..
E ela já estava aberta..
Ela dentro estava morta..
E já morta estava ela descoberta..
Fiquei despida, totalmente nua..
Não falo de roupas ou cobertor..
Mas sim de de uma alma crua..
Que insiste em manter o calor..
Nua e sempre crua..
Campinas, 14 de janeiro de 2011
Nenhum comentário:
Postar um comentário