terça-feira, 31 de agosto de 2010

Nada Mais

Derepente me vi em prantos e meus ais
Procurei refúgio por todos os lados e tentei me salvar
Mas apenas vi seu rosto, seus olhos e nada mais.

O motivo me parece tão simples, talvez mínimo
Mas a dor é de matar.
O precipício está na minha frente, não quero saltar
Mas quando vejo já o fiz..

Grito, grito muito, choro
Acabo-me na longitude da altitude, nada me comove.
Inertemente tudo se distancia, terra, mares, vidas..

Derepente no fim do precipício surge uma Luz, sim é Ele..
Cada vez mais próximo, para novamente jogar-me na realidade e..
Impulsionar-me talvez para a próxima queda, se a mesma houver..
Cada vez mais profunda...

Ele, talvez ou infelizmente Ele..
Quem o inventou?
Nos faz sorrir..
Nos faz cair..
Nos faz morrer..
Viver,Morrer/Morrer,Viver..

Sim Ele --->...

Manaus, 19 de outubro de 98.

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